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O que gera perda de cobertura do seguro auto?
18 de janeiro de 2021
Quebra de contrato pode gerar perda de cobertura do seguro auto

Omitir alguma informação para pagar mais barato na hora de fazer um seguro auto pode ser prejudicial no caso de algum evento em que você precise da cobertura do seguro. Neste post, vamos explicar o que pode causar a perda de cobertura do seguro auto, ou seja, você não ser indenizado na hora de requisitar o seguro, ou alguma de suas coberturas.

O que é e como funciona um seguro auto?

O seguro é um serviço que as seguradoras prestam aos proprietários de veículos e a apólice nada mais é do que o contrato que rege os detalhes deste serviço. O contratante arca com o custo de proteção – o chamado “prêmio”-, que é estipulado pela própria seguradora. E só depois deste pagamento, é garantido que a empresa arque com o conserto, recuperação do veículo danificado ou subtraído, no caso de furto.

No entanto, existem diversas cláusulas contratuais que devem ser respeitadas. Como a exemplo, a que diz que a seguradora irá cobrir somente sinistros que o proprietário não teve culpa.

Se eu bater por excesso de velocidade, perco o direito de ser indenizado?

Depende sempre das cláusulas do contrato, mas não tenha dúvida de que se for comprovado pela companhia de seguro que você estava dirigindo acima da velocidade máxima permitida pela via e, caso tenha sido esse o fator determinante para a ocorrência do sinistro, SIM! A seguradora pode negar pagamento de apólice. Vejamos um exemplo hipotético com a segurado Y e o motorista de caminhão autônomo X. Este tombou sua carreta e comprometeu mais da metade da carga e foi então que a empresa abriu um chamado de indenização que logo em seguida foi negado. A empresa pode até recorrer alegando que a negação violava o Código de Defesa do Consumidor (CDC), mas pense que a seguradora pode ter acesso ao tacógrafo do veículo e que este comprova a infração no momento do acidente. Além disso, no contrato de prestação de serviço entre a empresa e a seguradora lá dizia: “Sob nenhuma hipótese, poderão ser ultrapassados os limites de velocidade estabelecidos nas rodovias utilizadas para a viagem da segurada”. Quais as chances de você perder a causa? Tenha certeza que serão grandes e não vale arriscar. Por isso, leia bem e com detalhes seu contrato e, sempre que possível, solicite ajuda de um advogado especialista antes de fechar.

Eu sou o motorista principal no contrato, mas meu filho que dirige efetivamente o carro, tem problema?

Isso acontece com frequência. Na hora de fechar o seguro, o contratante precisa incluir uma lista de todos os condutores. Ou seja, caso ocorra uma colisão ou acidente mais grave, se o motorista não estiver na lista de condutores, a seguradora pode se negar a pagar.

Quando você mente durante o fechamento de um contrato, futuramente poderá arcar com um grande prejuízo.

Por exemplo, se o corretor de seguros perguntar onde você estaciona o carro durante a noite e você responder “garagem”, o seguro ficará mais em conta por conta de um risco menor. Mas, se na realidade, o seu carro fica estacionado na rua durante toda a noite e acontecer algum imprevisto como roubo, furto, colisão ou alagamento, a seguradora poderá negar o pagamento pois aquela informação não estava no contrato. Seja sempre muito correto na hora de fornecer as informações ao seu corretor de seguros. Isso pode lhe render até descontos. Sim, acredite! Os algoritmos dos sistemas das seguradoras estão cada vez mais preparados para verificar possíveis fraudes e isso é um fator que pode encarecer qualquer apólice. Tudo é risco nesse mercado! Com o advento dos aplicativos para celulares e conectividade dos motoristas e carros, cada vez mais será difícil burlar qualquer sistema.

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